Contos Neuróticos – Nós e nossas sã(n)dices

Contos Neuróticos – Nós e nossas sã(n)dices

Ana Celia R. de Souza

psiquiatra, analista junguiana pela SBPA, filiada a IAAP e coordenadora do Núcleo MiPA (grupo de estudos de mitologia e psicologia analítica) da Clínica da SBPA-SP.

anaceliarsou@terra.com.br

I – O Sonâmbulo

 

Fim de mais um dia. Hoje, seis do sete de dois mil e dez, seis mais sete, igual a treze, treze mais três, dá dezesseis, que por sua vez, soma sete. Sete é o número de Saturno, avô de Apolo.

Deixe estar.

Deixe ser.

Respire lenta e profundamente.

Manter a mente quieta.

Mais uma tentativa para não acordar com os cacos de dentes na boca.

Relaxe.

Mas o coração não fica tranqüilo.

Preciso levantar novamente e fumar outro cigarro.

A fumaça quase invisível no escuro da sala carrega para algum lugar pensamentos desconexos. Lembro-me de manter a espinha ereta e volto para a cama.

Difícil instante – esse que se prolonga por uma eternidade – para desligar e desacordar. Muitas vivências, diálogos, personagens povoam minha alma, atropelando o tal clique necessário.

De repente, acontece.

***

Acordo no chão da cozinha, com dores pelo corpo e uma faca de pão ao meu lado.

Uma certa desorientação me preenche. Onde estou? Como cheguei aqui? E, para quê? Volto para o quarto, sem respostas; o relógio marca três horas e quarenta e cinco minutos. Quatro mais cinco é nove. Somado a três, resulta doze, que é igual a três. Três, o número que significa a ação para os orientais. Qual ação? Como agir? Em que sentido ir?

De novo essa obsessão canhestra me toma por completo. Os números e suas somas!!

Volto para a sala e fumo mais um cigarro. Já perdi a conta das intermináveis noites de ação obscura.

Daqui a pouco terei que levantar e suportar mais um dia naquele cinzento lugar. Tudo lá cheira mofo. Apenas algumas horas para o nariz começar a coçar. E aquela montanha de papéis aguardando seu momento para ser arquivada nas prateleiras já empenadas pelo tempo.

***

Nove horas. As portas se abrem e a fila desumana começa a andar, seres estranhos, perdidos, em busca de informações, que no geral, não sei dar. Clima tenso, sinistro, pesado como chumbo.

Levanto-me e saio até a rua para fumar. O céu prepara uma tempestade. O tempo correndo, os papéis imóveis. Retorno, mas antes: a parada estratégica na garrafa de café.

Hoje, a essa hora, ainda é tomável.

Da minha mesa observo aquelas duas de papo, rindo não sei de quê, ou de quem. Que tanto elas falam? Onde encontram tanto assunto?

Elas me percebem, encaram-me e saem cochichando. Será de mim?

Sinto-me cansado e sonolento. A boca do estômago queima e o nariz já coça.

Processo número 7140, sete mais um, mais quatro, que dá doze, e um mais dois, três. De novo o número três, da ação!?

Perco-me em devaneios labirínticos e não consigo achar a prateleira do tal processo.

Em breve o chefe vai me chamar. Preciso sair para fumar. Está chovendo. Olho no relógio para ver quanto tempo ainda me resta para mais esse dia acabar.

Como assim: acabar? Quando acaba o quê?

***

Novamente, em casa, preparo-me para a hora de dormir.

Deixe estar.

Deixe ser.

Sem pressa.

Relaxe.

Sinto os movimentos respiratórios do corpo em repouso e o pulsar dos vasos. Conto os batimentos até cinqüenta e quatro e então, levanto-me. Cinco mais quatro, dá nove. Vou pensando nesse número no caminho para a sala em direção ao cigarro. Fumo no escuro e volto para a cama.

O processo sem lugar invade minha memória. Remonto os dados lidos tentando entender a ação. Adormeço.

Acordo na garagem, dentro do carro de pijamas, um bloco de papel e uma caneta na mão. A desorientação é ainda maior.

Volto para minha cama e ao olhar no relógio, são três e quarenta e cinco.

Um grande ponto de interrogação quase se materializa na minha frente. De novo?! O número da ação! Agir como e para onde?

Minha mão ainda carrega o bloco e a caneta.

E, de repente, isso que pesa nela, minha mão, acorda-a, ou me acorda da escuridão! Eureca!!

Ponho-me a escrever e talvez esse seja o sentido da AÇÃO!

Depois de algumas horas, percebo que não fumei.

II – Na sala de exame

 

            Naquele teto geométrico, repleto de bolinhas pintadas, dois olhinhos verdes piscavam no centro. Lâminas metálicas afiadas, que poderiam me alcançar a qualquer momento, convertiam-se na ameaça principal.

A penumbra fria na qual fui deixada aguardando a doutora que não chegava, tornava-se uma câmara de gelo e os minutos, demoravam muito mais que minutos a passar.

Sonhos do passado retornavam a minha mente trazendo a cena da cirurgia para retirada de um nódulo de mama, em posição ginecológica e como sendo parido pelo ânus.

O gel morno colocado entre o aparelho e a mama era a única sensação agradável de uma carícia quente, massageando delicadamente aquele órgão todo irregular.

Como duas montanhas de geografia, ao mesmo tempo singular e muito estranha, podiam ser visualizadas na tela pequena ao meu lado. Muitos e pequenos buracos negros eram chamados pela doutora de cistos benignos.

Ela apertava vários botões que emitiam setas coloridas, dimensionavam e fotografavam sonoramente as tais esquisitices.

O coração batia apressado e apertado: o cheiro do medo tomava todos os espaços da sala.

A doutora, de olhos puxados, jovem, e bastante emagrecida, fazia caras e bocas, expressando interrogação.

De repente, diz seca e pausadamente:

– O exame terminou! Está tudo bem!

É necessário continuar acompanhando a vida dessas bolinhas, não as do teto, mas as das mamas.

Rapidamente o odor da sala se renova, e onde havia medo, agora uma mistura de alívio com decepção invade meu coração.

Qual será a próxima preocupação? Onde destilarei esse perfume medroso que o psiquiatra chama de hipocondria?

A enfermeira entra na sala e começa a limpar o gel, já gelado; nota, quase sem querer, uma pinta suspeita no abdômen e recomenda procurar outro doutor.

Levanto-me da cama, já angustiada com mais aquela bolinha negra. Falta-me o ar, tudo fica escuro e… Será um Câncer? Ou apenas o sinal de meu ascendente Saturno- o sol negro) no centro do corpo estendido no chão!

O pirulito da festa

 

            E mais uma vez, após descer as escadas, ela entra no salão e dança com aquele que a seguia degraus abaixo.

Dançam com muita intimidade, entrelaçando suas coxas, com as quatro mãos passeando livremente por seus corpos.

O ritmo da música é trocado e o par se desfaz.

Ela subitamente desaparece na multidão de bailarinos e sinto intensamente sua ausência.

Depois de meia hora, novamente a cena se repete e ela ao descer as escadas, seguida por outro cavalheiro, dança intimamente com ele. E de novo, ao término da música, desaparece do salão.

Será que é isso mesmo?! Já fui ao andar de cima e só encontrei um banheiro.

Se for isso que estou pensando, será que terei alguma chance?

Chegará minha vez de acompanhá-la escada abaixo, após a entrada, saborosa, no banheiro do andar de cima?

Como será que encontro e entro na fila?

E vejo a mesma cena ocorrendo com o sétimo diferente parceiro.

E agora? Será que a convido para subir comigo? Fico só imaginando as deliciosas possíveis sensações…, esse prazer tão intenso, mas fugaz! Quando vejo, ela já não está mais lá.

E agora, José? A luz apagou, a festa acabou… e a dama sumiu!!

Um espelho para a sombra

 

            O quarto era pequeno, mas acomodava sua cama, uma estante estreita e um mancebo antigo de madeira, onde pendurava suas bolsas, lenços, chapéus e algumas peças de roupas.

Havia também um grande espelho forrando a porta do armário, aliás, não uma, mas três portas e todas espelhadas, o que dava uma sensação de ampliação daquele minúsculo espaço.

Para ela, entrar no seu quarto significava encontrar-se consigo mesma. Estar em frente ao armário, que ficava numa das quinas do quarto, possibilitava-lhe visualizar-se de frente e de lados direito e esquerdo, ou, de verso e lados direito e esquerdo, ou, ainda, de frente, de costas e um dos lados; mas sempre uma de suas quatro facetas ficava oculta, invisível para si mesma.

Essa face invisível permitia-lhe experimentar, numa vivência literal, o que a psicologia analítica chama de sombra.

Mas essa quina do quarto tinha uma energia misteriosa: os espelhos não lhe mostravam apenas sua aparência externa. Após estar aproximadamente cinco minutos em frente aos espelhos, passava a se enxergar por dentro, vendo com nitidez seus tecidos, órgãos, esqueleto. E pouco tempo depois, apareciam no espelho cenas passadas de sua vida escondidas num baú, chamado memória.

Esse momento era muito aflitivo para ela, pois muitas das cenas vistas, não eram por elas reconhecidas como suas.

Em alguns momentos via-se mais alta, e, portanto, mais magra, portadora de uma elegância que não lhe pertencia. Sabia-se baixa, gordinha e desajeitada – era isso que sua mãe sempre lhe dizia.

Via cenas onde aparecia muito meiga e sensível, brincando com muita delicadeza com suas amigas, mas aprendeu com sua mãe que era estúpida e grosseira, além de desajeitada.

Aparecia fazendo delicados desenhos, depois bordando tecidos suaves com cores vivas, mas não reconhecia como seus, pois sua mãe sempre a criticava, apontando defeitos em seus trabalhos e reclamando de sua desatenção.

Enfim, esse momento tão aflitivo quanto mágico, mostrava-lhe alguém que parecia ser ela, mas o que sua mãe lhe aparentava não tinha correspondência, deixando-lhe muito confusa quanto a sua própria essência.

Então, começou a tentar juntar os dados aprendidos com sua mãe de si mesma com a quarta face que o espelho não podia lhe mostrar; a tal sombra, a faceta invisível e inacessível daquela quina mágica.

Pensou em comprar um outro espelho grande – daqueles que ficam de pé sozinhos, presos em uma moldura – para fechar a quina e se colocar entre eles, tentando uma visualização mais completa de si mesma; percebeu que seria impossível, pois não caberia naquele espaço mínimo.

Após muito quebrar a cabeça, acabou desistindo da idéia e decidiu encarar que o espelho ambulante – sua mãe – fazia esse papel: mostrar-lhe o que não podia ver sozinha de si mesma, sua sombra.

Dona Carmelina

 

            Nessa noite os números novamente me visitaram em sonho: (3) 8517276. Qual o recado? Como elaborar esse símbolo?

Primeiramente procurei um bilhete de loteria que tivesse ao menos alguns dos números na sequência, já que na totalidade não o encontrei.

72 é o número do porco, enquanto 76 é pavão, segundo um senhorzinho que fazia sua fezinha na lotérica.

Para ser um número de celular faltava um para completá-lo. Pensando num telefone fixo, após as mudanças nas linhas, era só acrescentar o 3.

Após grande indecisão, resolvi telefonar e surpresa: o número existia! Era na Freguesia do Ó!! Da casa de dona Carmelina, mãe de três filhos, o casal de mais velhos não estavam e quem atendeu foi o caçula. E o significado de Carmelina é “pedaço de paraíso”, segundo um dicionário de nomes!!????

Mãe Esquerda

Nasci e sou única. Da primeira infância guardo poucas marcas. Recordo-me com um colorido vivo da minha mãe contando-me a estória de Branca de Neve, sua preferida. E o momento mais intenso era quando ela, possuída pela Madrasta, perguntava:

– “Espelho, espelho meu, há no mundo alguém mais bela do que eu?”

Já um pouco maior, meus amigos na escola me invejavam ao revelarem seus imensos desejos de ter uma mãe inteirinha só para eles, sem terem que dividi-la com os irmãos.

Mas o que eles não sabiam é da aflição que aquela fala me trazia, pois imediatamente contatava o asco que sentia da minha mão esquerda, que tinha os dedos se enchendo de verrugas (o enfeite típico que decorava o nariz da madrasta, então bruxa, no conto da Branca de Neve, o preferido de minha mãe!).

Ainda bem que eu era (ou fiquei) destra, então ninguém percebia essa minha particularidade. A minha mão esquerda para nada servia; eu me lavava, alimentava, escrevia, ou, fazia tudo com a direita.

Logo ao levantar-me da cama pela manhã para urinar, assim que voltava ao meu quarto, minha mãe já tinha arrumado minha cama, impedindo-me o desejo de voltar para aquele quentinho debaixo das cobertas.

Na cozinha nada podia fazer, nem meu próprio prato, pois para minha mãe eu tinha a mão boba e tudo podia cair, quebrar, sujar.

Das minhas roupas ela também cuidava, pois com a nojenta mão boba, o que me tornava descoordenada, não conseguia dobrá-las para guardá-las. E assim por diante, todas as coisas eram minha mãe que fazia por mim.

Conforme ia crescendo, apenas minha mão direita crescia mais que tudo, talvez pela sobrecarga de tarefas, sendo ela impossibilitada de viver a ajuda colaborativa da mão esquerda, a boba, asquerosa, enverrugada.

E essa mãe, que meus amigos viam como uma fada madrinha, para mim, intimamente, associava-se diretamente a minha mão esquerda, ou melhor, ao nojo que sentia dela, a sinistra.

Assim íamos vivendo, sem nos darmos conta, aquele conto de fadas, que na realidade encarnava em mim a Branca de Neve, envenenada, num sono de morte esperando o príncipe salvador; sem coração, sem vida, pois era isso que a Madrasta exigira do caçador como prova de morte da possível mais bela que ela.

E com a incompetência das princesas adormecidas refletida para mim no espelho de minha mãe, esta, sem o saber, aprisionava-me no caixão de vidro a espera do príncipe redentor.

Paranóia

 

            Era domingo, manhã ensolarada de inverno, e como de costume, tomávamos café na padaria próxima de casa.

Pelos janelões envidraçados da padaria podíamos ver com clareza o outro lado da calçada, onde um senhor de cabelos brancos, mas vestido com seu jeans jovial fotografava a janela na nossa direção. Entre nós e ele, além da rua, na calçada da padaria, tinham uns carros parados no estacionamento exclusivo para clientes.

Após fotografar com seu celular, faz uma ligação e conversa com alguém. Fica olhando em nossa direção, instigando-nos a pensar o que estaria ocorrendo.

Seria ele um detetive particular, um agente secreto, um fiscal querendo dar uma busca em algum carro ali na frente estacionado?

Três pessoas saem da padaria e entram num Fiat Uno antigo branco parado logo ali na nossa frente. O senhor, então, desce a rua.

Eis que de repente, vem retornando e entra na padaria para tomar café acompanhado de uma jovem, de quase a metade de sua idade, japonesa (sua gueixa?), em atitude de total enamoramento.

Era isso: apenas um senhor apaixonado, aguardando o encontro com sua anima inspiradora!!

Parte I – Deu gorda na cabeça

 

            Desde que me dou por gente, minha memória é povoada de cenas em que estou ocupada, ou melhor, preocupada com meu peso na balança (ou, como preferem os físicos: minha massa corporal!).

Passei toda a adolescência experimentando os tipos mais variados de dietas, das mais clichês, tais como : dieta da lua, da sopa, das cores, às mais bizarras, como a dos bombons Sonho de Valsa (até seis por dia, como alimento exclusivo!).

Sinto-me numa guerra fria interminável. Pois, estando acima do peso desejado, quase três quartos da semana esqueço minha chave da porta da frente de casa, resultando em ter que entrar pela porta da cozinha.

Nesse momento, sei que não sou eu, pois a gorda me nocauteia e entra em ação: como que dando uma batida policial, abre todos os armários, principalmente aquele onde sei que minha mãe guarda as guloseimas mais calóricas, pouco saudáveis (dizem os nutricionistas) e mais deliciosas.

Tudo seria muito diferente se pela manhã, ao acordar, ela (a gorda) despertasse logo; pois, a preguiçosa não quer levantar, atrasa-me e a chave é esquecida.

Quando já estou pronta para deitar, ela me ataca novamente, trazendo para minha memória as imagens daquelas maravilhas gordurosas vistas nos armários da cozinha. Nessa hora bem que ela poderia estar preguiçosa e impedir-me de sair do quarto, mas não… ela muito alerta, leva-me até a cozinha escura e sabe exatamente que porta do armário abrir, e pronto, novamente o deslize ocorre.

Volto para o quarto levando para o esconderijo secreto umas mil e tantas calorias saborosas.

Quando acordo, na manhã seguinte, apenas percebo o estrago feito, pelos vestígios das embalagens ao lado da cama e, então: a culpa! Essa pesa mais que tudo!

Já pedi para minha mãe não comprar aquelas tentações, mas acho que ela também tem uma gorda morando nela, quando vai ao mercado. Já combinamos de trancar as portas, mudar os armários, mas nada impede a ocorrência. A gorda é muito esperta e sai ganhando em todos os seus ataques. Ganhando mais massa, é claro! E, que eu é que tenho que carregar!!

Parte II – O equilíbrio da meia-lua

 

            Depois de certa idade, dizem os entendidos, que a melhor maneira de manter o peso é por meio da prática de uma atividade física. Também já experimentei várias modalidades, mas a preguiça da gorda não permite a continuidade das mesmas.

Em mais uma investida para manter a gorda sob controle, convenço-me novamente da necessidade da tal prática do cuidado com o corpo.

Na sala de exercícios, bem iluminada e com espelhos pelos quatro cantos, bem próxima e em frente a um deles, olho-me em cima de uma meia-lua de borracha roxa, com alças, tentando manter o equilíbrio apoiada na face curva.

A imagem no espelho reflete uma tristeza, um cansaço,…olheiras,…uma feiura, não vistas no dia a dia. Grande dificuldade de estar naquela posição, não encontro o ponto de equilíbrio e caio no chão. Então, percebo que tal reflexão desperta em mim uma compaixão, promovendo o acolhimento da gorda de outro modo.

E pela primeira vez, paro um instante para ouvir a resposta das questões:

– “Gorda, você tem fome de quê?” Tendo consciência de que sua voracidade talvez seja porque não encontrou ainda o alimento certo, a verdadeira nutrição de sua/minha alma;

– “O que de fato precisa ser adoçado?”

E me dou conta da correria insana do cotidiano, como se fugisse de mim, ocupando todo o tempo, deixando-me exausta, incapacitada para a necessária reflexão; impossibilitada de estar comigo mesma, acolhendo-me de modo doce, ouvindo minhas demandas, enfim, escutando minha própria voz interna, moradora de minhas cavernas, esses espaços ocos, vazios, que talvez estejam ecoando o socorro, na voz da gorda voraz.

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