inocência de um pássaro

os meus olhos remotos
regressam
às cercanias solares
é do sol
é o sol
que lapida
a ida
a arrogância da rota
/eu ainda desconhecia a ausência do ar/
é assim que as garras
salivam nas escarpas
é o lamento nunca definitivo
do solo
solitário
que abana o eco do bico
o mistério da floresta em que me abstenho
porque tenho asas e lodo
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