inocência de um pássaro

os meus olhos remotos
regressam
às cercanias solares
é do sol
é o sol
que lapida
a ida
a arrogância da rota
/eu ainda desconhecia a ausência do ar/
é assim que as garras
salivam nas escarpas
é o lamento nunca definitivo
do solo
solitário
que abana o eco do bico
o mistério da floresta em que me abstenho
porque tenho asas e lodo

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s